sábado, 14 de julho de 2007

O CIÚME

O ciúme é um sentimento vivido numa relação com alguém que envolve outra pessoa, originado pelo medo de perder o objecto de amor, havendo dificuldade em partilhar esse objecto com alguém. O ciúme implica sempre a existência de uma homossexualidade latente, em que o investimento ambivalente do seu rival mantém e alimenta o ciúme.

Hoje, estava eu muito bem no café com duas amigas minhas, quando chega um terceiro, que se vem sentar connosco, ao qual, ele fala às minhas amigas e a mim não, para grande espanto meu, agora vocês perguntam-me porquê? Ora bem, este rapaz que se veio sentar connosco é namorado de uma grande amiga de uma grande amiga minha, do qual eu também a conheço, estando já com ela várias vezes. O motivo de ele não me ter falado prende-se a uma situação que aconteceu na porta de uma discoteca, em Outubro passado, quando este se encontrava com essa minha amiga, sendo eles já na altura namorados, e eu com a minha maneira de ser – extrovertido e bem-disposto - dirigi-me para lhe falar, já assim um pouco “alegre” mas consciente do que estava a fazer, falei-lhe e fiz uma grande festa porque já não a via à muito tempo e sabia que ela tinha vindo estudar para Lisboa, motivos penso eu mais que suficientes para lhe falar com entusiasmo. Nisto o namorado começou a olhar para mim, com uns olhos de quem era capaz de matar alguém, e puxou-a, fazendo uma grande cena de ciúmes, criando “uma tempestade num copo de água”, pelo que eu não liguei e entrei de seguida na discoteca. Agora pergunto eu, qual era o sentido da cena de ciúmes? Qual o seu significado? Pelo que, a única coisa que depreendo desta cena, é que o rapaz tem uma falta de amor-próprio, de confiança em si, que não consegue aguentar a ameaça de perda que tem de enfrentar, e o pensamento de não ser completamente amado, escolhendo o caminho do ridículo, da humilhação, sentindo-se desvalorizado e tentando chamar à atenção por parte de todos dizendo: “Olha para mim, estou aqui, não me vês?”

Como é óbvio, depois de 2 horas de café, com aquela pessoa ao meu lado, sem termos tido qualquer tipo de conversa, devido à sua atitude pouco educada, levantei-me, despedi-me das minhas amigas, e fui-me embora sem me despedir dele.

Sempre me disseram: “se queres ser respeitado, respeita os outros primeiro”. Infelizmente vivemos num pais com muita gente mal formada, temos pena…

quinta-feira, 12 de julho de 2007

"Quase todos os homens são capazes de suportar a adversidade, mas, se se quizer pôr à prova o carácter de um homem, dê-se-lhe poder"

Abraham Lincoln (1809-1865)
"As melhores cabeças não estão no governo. Se estivessem, o sector privado comprava-as."

Ronald Reagan (1991)

Governados ou Desgovernados?

É impressionante como em uma hora de telejornal diário, se consiga ver tantos problemas que o nosso país atravessa, sem qualquer tipo de tentativas de resolução para solucioná-los, em vez disso a única coisa que se observa é os políticos atacarem-se uns aos outros, trocando acusações e culpabilizando-se.

Por exemplo, no caso da Educação, a série de problemas que se tem vindo a registar ultimamente ultrapassa qualquer tipo de fase de que me recordo da minha existência até ao momento. O caso das professoras com cancro que não lhes é entregue a reforma antecipada, em que há relatórios médicos a confirmarem o debilitado estado dessas professoras e a sua incapacidade de poderem trabalhar, porém, temos organismos chamados Juntas Médicas, que recusam qualquer tipo de pedido, não havendo qualquer tipo de justificação decente para essa decisão. Agora pergunto, porque não podem atribuir a reforma antecipada a essas professoras, quando há tantos professores no desemprego a precisarem de trabalhar? E a reunião mensal que houve sobre a Educação no parlamento, em que a única coisa que os políticos conseguiram fazer foi “passar a batata quente” uns aos outros, de forma a não serem responsabilizados por estes e tantos outros problemas que vão acontecendo.

Proponho uma seguinte reflexão: Será que Portugal precisa de bons políticos ou de pessoas competentes para exercer as suas funções, de acordo com as suas habilitações e experiências de vida? Na minha opinião, precisamos de bons profissionais de cada área, que conheçam os problemas, e que tenham carácter para poder ajudar a construirmos um pais melhor, e não a enriquecerem ás nossas custas, levando o pais à ruína.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Masochismo ou paixão?

Hoje, em conversa com uma amiga minha no café, perguntava porque é que as raparigas gostam mais de rapazes que as fazem sofrer do que daqueles que realmente se preocupam com elas, e gostam mesmo delas? Ao qual, a resposta foi um tanto ou quanto aquilo que esperava, nem ela sabe, e possivelmente nenhuma mulher o saberá, porque a mente das mulheres é algo incompreensivelmente difícil de desvendar.
Há a fase da paixão, do amor, da habituação, e por vezes da dependência. Esta ultima, sem duvida, irá ser a mais importante para o sofrimento das mulheres em relação a alguém que as magoa, porém a condição básica para a sua existência, a da função de amor incondicional, idealizando a pessoa “amada” que se perdeu, e por consequência desvalorizando-se em relação à importância que a ele entrega, ficando assim dependente do valor que ele lhe dá. À tempos uma outra amiga minha dizia-me que o seu ultimo namorado a tinha traído várias vezes, pelo que ela não conseguia perceber como era possível ela ter andado tanto tempo com ele sem se ter apercebido disso, e depois disse-me que não o podia nem ver, mas porém não conseguia deixar de pensar nisso, e sentido-se culpada do que se estava a passar (outro aspecto do masochismo – a culpa), eu tentei-lhe explicar que ela não tinha culpa de nada, que ele é que era uma pessoa sem carácter que não tinha a mínima noção do sofrimento que causa aos outros, ao qual ela me diz que a ex-namorada dele tinha sentido a mesma coisa que ela está a sentir, e que não conseguia ultrapassar ainda isso. Ora, isto apenas vem confirmar a nossa teoria, se sabem que eles não prestam e não são boas pessoas para que continuar a gostar deles, e a sofrer, quando podem ter boas pessoas ao seu lado, dispostas a ajudar, e a dar o verdadeiro amor de que elas precisam para se sentir realmente BEM e AMADAS? Esse sim é o verdadeiro amor, a que nós devemos dar importância.

Ainda sobre amizade

"No final não nos lembraremos das palavras dos nossos inimigos, mas do silêncio dos nossos amigos"

Martin Luther King (1929-1968)
Ontem perdi anos de vida com tanto stress e pensamento mau, hoje ganhei um sentido de vida.

Como me disse o meu pai uma vez, é nas derrotas que nos tornamos homens melhores. É com os

erros que aprendemos, para não repetir de novo. Para o meu caro amigo, quero-te dizer que te

perdoo mas não esqueço.

Amigos ou mulheres?

Hoje é sem duvida um dos dias mais tristes da minha vida. Irei relatar o que foi simplesmente uma noite péssima, e um dia de “ressaca” de maus pensamentos e acções de amigos, e o motivo que me levou a criar este blogue.
Vou passar então a contar a situação. Tudo se passou ontem, dia 9 de Julho, eu e um “amigo” meu fomos sair a noite com mais duas raparigas suecas que conhecemos a tarde na praia. Levamos 3 garrafas de vinho branco, e começamos a beber com elas, e a divertirmo-nos bastante, até ai tudo bem. O problema veio depois, quando fomos para um bar, e a meio eu levanto-me para ir pedir uma musica, que entretanto devido ao meu elevado estado de alcoolemia fiz uma das piores coisas que tenho feito nos últimos tempos, e me fez sentir bastante mal – atirei a ponta do cigarro para o ar, que felizmente penso que não acertei em ninguém – e depois o segurança do bar mandou-me sair, porque achou que não era correcto andar a fazer aquele género de coisas no bar. Tudo bem, sai. Quando vim cá para fora, tentei convencer o segurança de que aquela cena não se iria repetir, porém foi em vão, e não entrei mais naquele bar (e penso que nunca mais lá voltarei na vida), pelo que seguidamente fui bater no vidro do bar, na esperança que o meu amigo fosse lá fora me ajudar, para falar com o segurança para me deixar entrar de novo, porém bati, bati e bati, até aleijar um dedo, e quando ele olhou para mim, e me viu em alvoroço a chama-lo, a única coisa que fez, ou alias não fez, foi fazer simplesmente nada e continuar a beber com as suas novas amigas da Suécia como se nada se passasse (penso que possa ser muito importante para ele o contacto com pessoas de outras línguas, visto que está no curso de Turismo, talvez essa tenha sido essa a razão). Porém ainda não consegui perceber a verdadeira razão que provocou a sua inércia e inactividade, visto que a resposta dele foi: “Não percebi o que se tinha passado, pensei que me tavas a chamar para ir ver de outras bifas”. Ora bem, a esta resposta vi-me obrigado a dizer-lhe: “ Ou tu es muito burro e não conseguiste perceber que nós estávamos sentados com duas suecas lindíssimas e que não me interessavam mais nenhumas naquela altura, ou então tas a gozar com a minha cara só pode”. E depois ainda me disse que eu estava chateado com ele, porque ele “se tinha safado e eu não”, ao qual dei uma grande risada e lhe disse que não tinha nada a ver com elas, que o problema não era as raparigas que estavam em causa, mas a nossa amizade, e a prova de falta dela, que ele me tinha dado, por isso passei o dia inteiro a oscilar entre o alivio de ter dito tudo o que pensava, e a angustia de ter perdido alguém que considerava como um bom amigo, que me levou a um enorme enjoo durante uma viagem de 4 horas até Lisboa (altura em que comecei a escrever o post) que provocou um atraso de 30 minutos aos outros passageiros por ter de ir à casa de banho.
Agora que expliquei sinteticamente ao máximo esta experiência não muito agradável, ao que o único beneficio que espero tirar daqui, seja uma maior reflexão para as atitudes que temos com os outros, e não culpar ninguém pelos seus actos.
Sempre disse que pior que traição de amor, é traição de amizade. Mulheres há muitas, amigos são para a vida, e não se arranjam bons amigos todos os dias. Por isso proponho a cada um que pense para si quais são as suas prioridades? E se vale a pena estragar uma amizade por causa de raparigas? À conversa com um sueco nessa mesma noite, apercebi-me que o problema não é só de uma ou duas pessoas, mas sim de uma conduta generalizada pela nossa sociedade, visto que quando eu lhe contei essa história, ele me responde da seguinte forma: “Absurdo. Nunca faria uma coisa dessas a um amigo meu, nem que fosse a Giselle Bundchen”, e depois rimos um bocado, e o meu mal-estar da noite passou por momentos…